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Cheque especial: como se livrar das dívidas

Saiba como se livrar das dívidas do cheque especial

 

No começo de 2012, o Ipea publicou uma pesquisa um tanto assustadora: mais de 35% dos brasileiros não tinham condições de pagar as dívidas de final de ano. E entre os campeões de endividamento estão o cartão de crédito e o cheque especial – coincidentemente, os dois tipos de crédito mais fáceis e convenientes, que nem parecem empréstimo. “Dinheiro fácil é dinheiro caro”, diz Conrado Navarro, especialista do blog Dinheirama.

O pior é que esse tipo de crédito, muitas vezes, é disponibilizado pelo seu próprio banco, e aí, para o limite do cheque especial se transformar em “extensão do salário”, não precisa de muito, não é? E segundo Conrado, por conta da comodidade, as pessoas acabam pagando as taxas de juros mais altas do mercado.
Para ter uma ideia, a taxa média do cheque especial cobrada pelos bancos gira em torno dos 10% ao mês, isso sem contar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que hoje é de 3% ao ano.

Um empréstimo pessoal no banco geralmente cobra de 2 a 5% de juros ao mês. E isso faz uma grande diferença no final do mês. Veja um exemplo muito comum e faça as contas: você exagerou nas despesas das férias e do cartão no final de ano, e junto com imposto de renda, IPVA, reajuste de aluguel, entre outros, seus débitos acabaram “comendo” mil reais do limite do seu cheque especial. Se você deixar para pagar a dívida só no outro mês, você terá que desembolsar R$100 de juros, contra os R$50 caso optasse pelo empréstimo – e ainda pagando caro. Levando em conta que nenhuma aplicação financeira oferece rentabilidade próxima a 5 ou 10% ao mês, esses R$50 de diferença poderiam ser muito melhor investidos, não acha?

Como fugir do cheque especial

Não precisa ligar amanhã para o gerente do seu banco pedindo para cancelar seu limite de cheque especial. Se você seguir algumas recomendações, vai conseguir usar essa ferramenta de crédito de uma maneira mais inteligente. Veja só:

  • Tome cuidado se o seu banco soma o limite do cheque especial com o seu saldo na conta, dando a falsa impressão de que há bastante dinheiro. Esse é o caminho mais fácil para perder o controle e acabar gastando mais do que devia.
  • Se a situação apertar e for realmente necessário um empréstimo pessoal, nem considere usar o dinheiro a preço de ouro do cheque especial: contrate uma linha de crédito com juros mais baixos e sempre negocie para conseguir a melhor oferta.
  • Fique de olho nas contas que ficam no débito automático, pois não é muito difícil chegar uma conta com valor errado e acabar caindo no limite do seu cheque especial. Além da dor de cabeça de pedir o reembolso para a empresa que fez a cobrança indevida, o valor pode acabar usando uma parte do seu limite no cheque especial, fazendo você pagar juros altíssimos.
  • Se você precisar usar seu limite do cheque especial, tente cobri-lo o mais rápido possível. Quanto maior for o tempo que você usar esse dinheiro, mais juros irá pagar.
  • Se a dívida com o cheque especial saiu do controle, leve-a para outro banco que cobre juros menores. Isso se chama portabilidade do crédito, e você tem a vantagem de driblar a cobrança do IOF.

E não se esqueça de todas as nossas outras dicas de economia doméstica, que podem te ajudar a controlar os seus gastos do dia a dia e não se endividar!

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